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“Shots” e suplementação podem fazer mal?
Quando um médico questiona o exercício de algumas condutas historicamente de responsabilidade médica, logo surge a interpretação de que trata-se da famigerada tentativa de reserva de mercado. Os mais céticos seguirão convencidos disso e abandonarão aqui esta leitura. Mas, aqueles que se derem ao trabalho de ler minhas palavras até o final, correm o risco de mudar de opinião.
Estamos assistindo a um verdadeiro “boom” de consumo de medicamentos ditos naturais, fitoterápicos, suplementos vitamínicos e minerais. É importante lembrarmos que nada é totalmente bom ou 100% ruim. Tudo depende da substância certa para a doença correta e na dose adequada. Se o diagnóstico for errado, o medicamento será inevitavelmente incorreto, podendo piorar o problema ou, no mínimo, adiar a cura (o que pode ser grave!). Se a dose for inadequada, não surtirá o efeito desejado ou poderá intoxicar o paciente.
Lembre-se sempre que a diferença entre o remédio e o veneno está apenas na dose administrada. As vitaminas dos grupos A, D, E, K, por exemplo, são lipossolúveis. Isso significa que, em doses elevadas, podem gerar depósitos tóxicos no tecido adiposo do organismo humano. Os sais minerais também devem estar presentes no nosso corpo dentro de uma estreita margem saudável. Suplementar vitaminas e eletrólitos sem antes saber se realmente temos alguma deficiência pode mais complicar do que ajudar.
Whey Protein também não é brincadeira. O uso abusivo deste tipo de proteína, associada a gordura e carboidratos, apresentada sob forma de concentrado, hidrolisado ou isolado, pode ser bastante prejudicial para o fígado e os rins. Creatina também pode sobrecarregar fígado, rins, desencadear hipertensão arterial sistêmica, cãibras e desidratação, podendo levar a diversas consequências nefastas para o corpo dos obcecados pela beleza estereotipada das redes sociais.
Dr. Jonas K. Sebastiany / Médico do Trabalho
CREMESC: 8.104 / RQE: 16.992
Diretor-Técnico-Médico da Rede Clínica Consulmed
Site: www.consulmed.med.br